Filosofia

A NATUREZA DA MENTE: Preço exclusivamente para compra no site

  • Autor(es): HAYASI PINTO Rodrigo ; MONTAGNA Leomar Antonio ; DIAS José Francisco de Assis; PEREIRA José Aparecido ; CHITOLINA Claudinei Luiz;
  • Ano: 2011
  • ISBN: 978-85-61837-49-5
  • Edição: I Edição
  • Páginas: 208
  • Sumário: Download
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Sinopse

A NATUREZA DA MENTE


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Embora mais antiga que a ciência e detentora de uma longa história e tradição, a filosofia não pode mais pretender (diante do avanço da ciência e da técnica) fazer o papel de juíza suprema - estabelecer um tribunal da razão (como pretendia Kant). É necessário que a filosofia restabeleça seu vínculo com as ciências, sem, contudo, perder sua própria identidade ou especificidade. Contudo, a mútua incompreensão entre filósofos e cientistas compromete não só o diálogo (o entendimento), mas o próprio papel da filosofia e da ciência no mundo contemporâneo. Se a filosofia já não é mais a mesma após o surgimento da ciência, também a ciência não pode existir sem os fundamentos ou pressupostos da filosofia. Assim como existem questões que a filosofia não se faz, também existem questões que a ciência não se põe. Não se trata, portanto, de advogar aqui uma "filosofia pura", indiferente frente o progresso científico-tecnológico, mas de subscrever a idéia dos primeiros filósofos, qual seja, a de que nada deve ser estranho ao olhar inquiridor da filosofia. Repetir o gesto dos primeiros filósofos significa desafiar o poder instituído. Se o filósofo se define como aquele que não tem poder nem saber (por isso é philos+sóphos - amante do saber) é porque é um espírito livre; é incapaz de pensar sem liberdade.


Por isso, igualmente inaceitável é a rendição da filosofia à ciência. Ou seja, se a filosofia é necessária, ela terá que ser como sempre foi: crítica de si e de todos os sistemas de pensamento. Por isso, o filósofo deve debater com o cientista com a mente aberta, mas não com as mãos vazias. O filósofo tem perguntas a fazer lá onde o cientista só tem respostas. Espera-se da filosofia (e dos filósofos) que sejam capazes de perceber a diferença que existe entre pensar a ciência e pensar como a ciência. É tarefa indeclinável do filósofo, compreender não apenas seu modo de pensar, mas o modo como pensam os cientistas.


Ao filósofo interessa compreender os pressupostos, analisar os conceitos, avaliar os métodos (os critérios) e resultados da ciência. Porém, disso não se segue que a filosofia deve ir a reboque da ciência. A filosofia da ciência não pode ser metamorfoseada em filosofia para a ciência. Se a filosofia deve acompanhar o avanço científico, isto não significa dizer que ela deva ser caudatária ou refém da ciência. A tensa relação entre filosofia e ciência resulta, sobretudo, do fato de que filósofos e cientistas usam de procedimentos diferentes. Enquanto o cientista quer explicar a realidade e estabelecer verdades, o filósofo pergunta: o que é o real, ou o que é a verdade? Se o cientista deseja explicar os mecanismos ou os processos mentais, o filósofo se pergunta o que é a mente. Nesse sentido, a filosofia chega sempre antes; os problemas filosóficos são sempre atuais (têm um valor perene), não perdem sua atualidade mesmo quando a ciência parece nos dissuadir do contrário. É próprio da filosofia inquirir a ciência, a fim de saber da validade de suas teses e conclusões. Muitos problemas filosóficos reaparecem no interior do trabalho do cientista.


Contudo, em nosso tempo, a condição servil em que se encontram muitos filósofos em relação às ciências, nos levam a supor que a hora da filosofia já passou. Nesse sentido, poder-se-ia dizer que a subserviência da filosofia à ciência é comparável àquela existente entre filosofia e teologia na Idade Média. De ancilla theologiae a filosofia passou à ancilla scientiae. Porém, a instrumentalização da filosofia pode representar o fim da própria filosofia, ou a derrota do pensamento crítico. Por isso, mais importante que saber o que é a mente (ou se a mente existe), qual é a sua natureza, é saber por que precisamos continuar a fazer tais perguntas. Embora marcada pela indiferença recíproca entre filósofos e cientistas, por reducionismos ou exclusivismos, a discussão acerca da natureza da mente constitui uma tentativa de restabelecer o diálogo emudecido (interrompido) entre a filosofia e a ciência. Se a filosofia já não tem mais a última palavra, ela tem, entretanto, o direito de ter a última pergunta.


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