Espiritualidade

A VIDA QUE A MORTE TRAZ: A Luz

  • Autor(es): DIAS José Francisco de Assis;
  • Ano: 2012
  • ISBN: 978-85-61837-63-1
  • Edição: I Edição
  • Páginas: 192
R$ 18,40

Sinopse

A VIDA QUE A MORTE TRAZ - A Luz


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"A vida que a morte traz" foi o título que atribuí a uma parte das memórias da Angélica: a parte que escolhi para publicá-la neste pequeno volume. Suas memórias foram escritas sem nenhuma pretensão de publicação e com o intuito apenas de registrar sua admirável experiência de fé: "Para alguns poderia parecer fruto de alucinações!".


Para assegurar a sua privacidade e de sua famíla, prometi-lhe omitir seu sobrenome. Dos acontecimentos que ela narrou, omiti também os nomes das cidades e os nomes e sobrenomes das pessoas envolvidas. Mesmo assim, ela hesitou fortemente à minha insistência em publicarmos este livro. Conservei na íntegra suas reveladoras palavras escritas nos originais manuscritos que passou às minhas mãos, depois de me fazer prometer sigilo absoluto sobre sua identidade.


Tomei a decisão de publicar estas "Memórias" da Angélica, pois estou convencido que ajudarão a muitas pessoas que se encontram em angústia ao saber que a morte se aproxima; ou pessoas angustiadas pela perda trágica de entes queridos. Suas experiências místicas ajudaram a mim e, tenho certeza, ajudarão também a você que, diante da enfermidade mortal, ou diante da perda de entes queridos, ou diante de problemas existenciais que lhe fazem pensar em provocar a própria morte, não vê mais nenhuma direção a tomar.


Às vezes a vida nos coloca diante de situações que parecem intransponíveis e insuperáveis: é nestes momentos que Satanás nos sugere o suicídio, como fuga; ou planta em nós a semente da descrença. Você, leitor, após ter lido as apaixonantes memórias de Angélica, vai mudar radicalmente seu modo de ver a vida e a morte; vai renovar suas convicções em relação à vida que a morte traz, pois ela é apenas uma passagem para a plenitude da vida espiritual que o Onipotente reservou para cada um dos seus filhos humanos. A certeza de ser amado por Deus criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, aumentará sua autoestima e afugentará para longe qualquer insídia do Espírito Maligno que tenta seu coração e, às vezes, faz duvidar que após a morte ainda exista alguma coisa para ser vivida.


Imersos no materialismo, nos esquecemos que apesar de estarmos essencialmente unidos a um corpo mortal, somos seres espirituais e destinados, pelo Onipotente, para vivermos eternamente na sua Glória. Boa leitura!


O Editor



SEGUE UM FRAGMENTO:

"QUANDO TUDO COMEÇOU...
No dia primeiro de novembro de 2002, solenidade de todos os Santos, meus pais, meu irmão caçula de 12 anos, e minha irmã de 15 anos, saiu de carro: um Gol 90, branco, Gl 1.8, a álcool, bem conservado.
Ironia ou não sua cor que significa pureza foi banhada pela cor vermelha do sangue de todos os meus entes queridos. Meu pai, na direção, apesar de ser motorista extremamente cuidadoso, não pode evitar o terrível acidente mortal que os matou a todos instantaneamente.
Vindo do interior do Paraná para meu 21º aniversário que aconteceria no dia 02 de novembro, dia dos mortos, entraram embaixo de uma carreta que atravessou na frente deles, em um trevo. Eles foram literalmente esmagados no meio das ferragens e de seus corpos sobrou apenas sangue, ossos e ?massa? em meio a roupas rasgadas.
[...]
A cena foi tão terrivelmente chocante que um policial, apesar de experiente, saiu do local passando mal; foi levado ao pronto socorro da cidade mais próxima.
Eu estava em Curitiba, onde morava para estudar Filosofia, em meu quarto de um pequeno apartamento que dividia com uma colega universitária, estudante de Direito. Eu estudava e ela preparava a janta. O telefone tocou, era do pronto atendimento do hospital da cidade mais próxima do local do acidente; eles conseguiram meu número numa pequena agenda que meu pai mantinha sempre atualizada dentro do porta-luvas do carro. Apesar de suja de sangue conseguiram identificar que o número escrito na primeira página, no topo da letra ?A? era o número de uma filha da família morta. Antes de meu nome, meu pai havia escrito "Filha".
Não existia como dar-me uma notícia destas sem jogar-me num poço de desespero sem proporções!
Não consegui chorar!
Fiquei paralisada!
Nada tinha sentido para mim!
O único sentimento que rondava minha mente era:
- Acabou! Tudo está acabado!
Um minuto atrás eu tinha pai, mãe, irmã e irmão, agora estava sozinha no mundo. Meu pai era um filho único e minha mãe também. Meus avós paternos morreram quase juntos, quando ele ainda era rapaz. Meus avós maternos também eram falecidos, foram vítima também eles de um acidente, com um ônibus que voltava de uma excursão no litoral catarinense: minha mãe era recém-casada, eu, sua filha mais velha, não os conheci.
Eu fiquei sozinha no mundo: uma vez minha mãe falou-me de algumas tias dela, que viviam no norte brasileiro, mas que ela não sabia onde estavam. Da parte de meu pai, nunca soubemos de nenhum parente, seus pais também eram sozinhos, seus avós, meus bisavôs italianos, morreram juntos de uma doença contagiosa que os matou ?misteriosamente?. Os dois vieram sozinhos para o Brasil deixando suas famílias de origem lá na Itália, nunca conhecemos nenhum parente da sua parte.
Ainda pior foi minha dor e remorso, pois me sentia culpada: eles vinham de viagem para passar comigo meu 21º aniversário; por minha causa morreram.
Isto me torturava terrivelmente!
Levei algumas horas para conseguir assimilar a notícia que recebera: não conseguia falar, não conseguia pensar. Fiquei literalmente ?paralisada?.
Aos poucos fui me retomando: minha colega de apartamento foi uma verdadeira ?irmã?, pois me sustentou com sua amizade naquela noite terrível.
No dia seguinte, fui à cidade fazer o reconhecimento dos corpos, ou melhor, dos objetos que identificavam aqueles restos mortais como sendo minha família.
Rotina indizível: reconhecimento, preparativos, funerais!
[...]
Após os funerais de quatro caixões com migalhas dos corpos das quatro pessoas mais importantes da minha vida, voltei para a Capital, onde morava e estudava. Cursava o último ano de Filosofia e me preparava para as últimas provas quando tudo aconteceu.
Estudante de filosofia procura dar razão a tudo o que vê e a tudo o que acontece! Mas, desta vez, eu tinha perdido a "razão" dos fatos, de mim mesma e de tudo à minha volta. Quando estava melhor, chorava o dia inteiro. Nos dias de mais sofrimento e depressão, ficava paralisada - catatônica - sem comer, sem beber, nem falar: Imóvel! Intocável!
[...]
Os dias passavam e eu precisava voltar à minha vida acadêmica: contava com a solidariedade de minha colega, estudante de Direito na mesma Universidade. Sempre fui muito religiosa, mas minha fé não estava preparada para tantas desgraças juntas.
Desde pequena eu buscava em Deus e na oração diária conforto para minhas crises existenciais, nele encontrava forças para a superação de todo tipo de problemas. Mas não tinha estrutura espiritual para superar esta tragédia!
Procurei desesperadamente dentro de mim alguma luz racional ou sobrenatural para continuar a viver: nada encontrei!
Eu estava morta por dentro!
Estéril, sem vida!
Tentei orar: não consegui!
Tentei pensar: não consegui!
Tentei viver: não consegui!
Tentei me divertir: impossível!
Tentei me matar: não tive coragem!
O único lugar onde estava bem era dentro de meu quarto, em minha cama, sob as cobertas, com as janelas fechadas, com a porta chaveada; com os ouvidos tapados. Eu não queria ver nem ouvir ninguém: queria apenas desaparecer!
Eu não tinha fome, nem sede; não me lavava; não me penteava: nos primeiro dias, queria morrer, depois não tinha forças nem para querer morrer ? já me sentia morta.
Emagrecia a cada dia; meu aspecto era horrível. Eu me olhava no espelho e não me reconhecia. Nem eu mesma suportava meu próprio cheiro: fedia, literalmente. Quando tentava me levantar, desistia, apagava a luz e voltava para a cama.
Tristeza e dor profundas: meu corpo já não sentia mais nada; parecia que eu era puro espírito, pois minha dor já não era mais nem física nem emocional, mas era espiritual ? dor na alma! Neste estado passei quinze dias: Isolada!
Pela insistência de minha colega a quem devo a vida, às vezes comia alguma coisa ou bebia um suco; e voltava à cama. Depois de quinze dias neste estado minha amiga conversou com o Capelão do Campus e ele veio me visitar: o cheiro do quarto, com certeza, era horrível, pois não me lavava há dias.
Conversamos longamente: ele não me disse nada que eu não soubesse e não fez nada de extraordinário; apenas disse-me que, apesar da morte, a vida continua:
- A morte traz a vida eterna! A sua vida, apesar da morte dos seus familiares, continua Angélica.
Concluiu com uma frase simples, mas que entrou em meus ouvidos como um bálsamo restaurador:
- Jesus te ama!
Interessante que esta frase sempre me pareceu ridícula, pois eu sempre a achei pouco racional e ?melosa? de mais: demasiadamente emotiva, para ser levada a séria por uma filósofa.
Naquele dia, esta frase penetrou meu espírito como uma espada de dois gumes: com ela entrou também um raio de luz divina que me deu forças de sair da cama no dia seguinte, tomar um banho ? com a ajuda de minha amiga ? chamei um taxi e fui à Missa, na Igreja Paroquial.
[...]
Foram momentos de serenidade rara naqueles últimos dias. Confessei-me, numa tentativa sobre-humana de conseguir perdoar a Deus por aquilo que me ?fizera?? Depois, recebi a comunhão eucarística, ainda com o coração cheio de ?ódio? mal curado; e voltei para minha cama ? lugar preferido, nos últimos dias.
[...]
A divina eucaristia, desde minha infância, sempre foi um alimento precioso para mim, principalmente nos momentos mais difíceis de minha vida. Porém, diante de Deus devo confessar que, mediante os últimos acontecimentos de minha infeliz vida, eu me afastara também deste precioso banquete.
Durante meus estudos de filosofia, nos últimos anos de vida universitária, eu havia negligenciado dois sacramentos fundamentais da minha fé: a confissão sacramental e a eucaristia. Desde a perda de minha família, dentro de mim eu acusava a Deus com ódio profundo e satânico, pois pensava e, às vezes até dizia à minha colega:
- Deus poderia ter impedido!
- Deus poderia ter impedido!
- Deus poderia ter impedido!
[...]

EDITORA VIVENS Ltda


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