Educação

HETEROTOPIA E SUBJETIVAÇÃO: A Representação Nacional Francesa nos Discursos do Sujeito da Educação

  • Autor(es): MIRANDA Andréa Zíngara ; NAVARRO Pedro ;
  • Ano: 2014
  • ISBN: 978-85-8401-023-3
  • Edição: I Edição
  • Páginas: 250
R$ 49,90

Sinopse

Quais as representações que um aprendiz de outra língua faz da cultura com a qual ele começa a ter contato? Tais representações são produzidas e/ou replicadas não só nos materiais didáticos com os quais tem contato, mas em outras espessuras materiais, como a grande mídia, por exemplo? O projeto deste livro é impulsionado pela incessante busca por respostas a uma questão mais abrangente: o que as práticas discursivas fazem de nós hoje? Perseguir alguns caminhos teóricos que possam oferecer respostas a essas perguntas (inquietações?) é o objetivo deste livro. As reflexões aqui apresentadas são resultado de intensas discussões realizadas no interior do GEF (Grupo de Estudos Foucaultianos da UEM), que se dedica a empreender reflexões em torno da (s) obra (s) de Michel Foucault e de seu alcance quando da análise dos regimes de verdade que, em diferentes épocas, produzem sujeitos/objetos dos discursos. Os efeitos de verdade, oriundos principalmente das mídias, dos livros didáticos de história e de línguas estrangeiras, possibilitam, via linguagem, construções sociais particulares de determinados objetos que, aqui, refere-se à França, a qual figura como a nação modelo, tendo como cenário a língua e a cultura que fascinam o mundo. A heterotopia tem o papel de criar um espaço de ilusão que denuncia qualquer espaço real, todos os posicionamentos no interior dos quais a vida humana é compartimentalizada, ou de criar um outro espaço, real, perfeito e meticuloso, tão bem arrumado quanto o nosso seria desorganizado e confuso, como uma compensação, explica Foucault (2006). Esse conceito, articulado com o de subjetivação, foi fundamental para a compreensão das práticas discursivas materializadas nos discursos dos docentes e dos discentes de língua francesa da UEM com relação ao idioma que ensinam/aprendem. A representação nacional francesa tomou forma, em seus discursos, de um espaço utópico, isto é, de um espaço representado pelos posicionamentos sem lugar real, mas que pôde ser realizado graças ao espaço heterotópico.

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