Filosofia Contemporânea

CONHECIMENTO E LINGUAGEM

  • Autor(es): DIAS José Francisco de Assis; MONTAGNA Leomar Antonio ;
  • Ano: 2016
  • ISBN: 978-85-92670-01-6
  • Edição: 1
  • Páginas: 182
  • Sumário: Download
Gratuito

Sinopse

APRESENTAÇÃO



Com alegria indizível, apresentamos aos amantes da filosofia da linguagem e da gnosiologia, esta obra coletânea que põe em harmonia os trabalhos dos professores Valcir Moraes, autor da primeira parte; e Adriano Aparecido Ferreira Melo, autor da segunda parte.
Na primeira parte A INTUIÇÃO COMO VIA DE CONHECIMENTO EM HENRI BERGSON, demonstrou-se que o homem possui uma outra forma de atingir o saber que não apenas a razão: é a intuição. Nesse sentido, esse estudo procurou investigar a intuição como via de conhecimento a partir da obra do filósofo francês Henri Bergson.
Através do estudo bibliográfico objetivou-se compreender o método intuitivo apresentado pelo filósofo; identificar o modo como procede a intuição; discutir a relação que existe entre o uso da via intuitiva com o processo de autoconhecimento e, por fim, refletir a possibilidade prática desse recurso cognitivo na intervenção pedagógica, privilegiando os conteúdos da filosofia.
Constatou-se inicialmente a necessidade de bem interpretar os conceitos bergsonianos de tempo e duração, de inteligência e intuição. Está na duração o eixo central de seu pensamento, uma vez que ela é o tempo vivido interiormente pela consciência e somente é alcançada através da intuição.
A intuição, por sua vez, é um conhecimento interior e absoluto do real, consiste na consciência ampliada, é conhecimento estritamente reflexivo. Intuir a duração é, de acordo com Bergson, um exercício difícil e laborioso que requer a complementação da inteligência. Sendo assim, percebeu-se que o filósofo não recusa o recurso racional favorecendo o intuitivo, senão que quer o equilíbrio entre os dois. Intuição é sinônimo de liberdade, criatividade, dinamicidade e vida, é a única faculdade capaz de atingir a essência.
Por outro lado, a inteligência, atua apenas com o exterior, com a matéria que é inerte e sem vida. Por isso concluiu-se que a intuição é a faculdade que, além de oferecer um conhecimento da realidade, possibilita o autoconhecimento. Está ainda na experiência da intuição o berço da atitude genuinamente livre, uma vez que a liberdade é a coincidência das ações com o ?eu? profundo, território esse que apenas a intuição pode adentrar.
Por fim, considerou-se qualitativamente válido o reforço do uso da intuição no ambiente educacional, sobretudo quando se trata do ensino de conteúdos filosóficos que requerem atitude reflexiva. Na prática do professor, para que a intuição possa ser atingida, sugeriu-se o uso da linguagem metafórica.
Na segunda parte, A DEFINIÇÃO DE LINGUAGEM NO SEGUNDO WITTGENSTEIN, objetivou-se apresentar a concepção de linguagem no segundo Wittgenstein, no qual é uma crítica à tradição filosófica a respeito do conceito de linguagem. Ora, é uma crítica pois a tradição compreendeu a linguagem predominantemente como sendo designativa, tendo como função transmitir o conhecimento.
Ao apresentar sua concepção de linguagem como sendo práxis linguística estamos analisando a linguagem do cotidiano, criticando o essencialismo linguístico. À filosofia não cabe oferecer uma definição ostensiva das palavras, mas descrever o seu uso em um determinado contexto; não se deve buscar significados, mas utilizar corretamente as palavras dentro do seu contexto linguístico. Para fundamentar esse seu modo de pensar, Wittgenstein criou os ?jogos de linguagem? que são múltiplos e incapazes de serem definidos.
Os ?jogos de linguagem? fundamentam as formas de vida; pois assim como há muitos ?jogos de linguagem? há muitas formas de vida. Perceberemos também que no decorrer do texto, além de criticarmos a filosofia passada, estamos criticando a filosofia contemporânea que se apresenta como filosofia da mente, pois a práxis linguística é um limite para a mente artificial, ou criação de uma linguagem artificial, fruto da relação entre sujeitos.

Boa leitura!

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