Gestão do Conhecimento

AQUISIÇÃO, COMPARTILHAMENTO E EXPLICITAÇÃO DO CONHECIMENTO

  • Autor(es): SANTOS Miguel Ângelo De Marchi dos ; DIAS José; MELLER FILHO Amaury; William Cesar Castilho Pereira;
  • Ano: 2016
  • ISBN: 978-85-92670-09-2
  • Edição: 1
  • Páginas: 96
  • Sumário: Download
Gratuito

Sinopse

Esta obra pretende abarcar algumas categorias fundamentais a serem analisadas, a saber: gestão do conhecimento, conhecimento tácito e explícito; ?BA? e construção do conhecimento, princípios do empirismo filosófico, treinamento, liderança, compartilhamento, explicitação do conhecimento tácito.
Em um primeiro momento, pretende-se apresentar o ?BA? mais eficaz segundo os princípios do empirismo filosófico, a partir da experiência vivenciada junto as organizações do setor educação.
Em um segundo momento, nota-se que na economia atual, competitiva e globalizada, não é exagero afirmar que o conhecimento é o recurso mais importante que uma organização pode e deve ter.
O conhecimento, não sendo um produto pronto e acabado, exige o concurso de pessoas: sujeitos cognoscentes. Portanto, conhecimento passa necessariamente pelo ser humano. Mas como as empresas podem captar, ou adquirir conhecimento?
Existem diversos caminhos, uns mais fáceis, outros mais difíceis, uns mais dispendiosos, outros nem tantos, uns com bases tecnológicas avançadas, outros simples e diretos. Todos estes também passam necessariamente pelo ser humano e o que as empresas têm utilizados nos últimos anos e tem dado bons resultados, é o que a Gestão do Conhecimento chama de compartilhamento.
Este processo de compartilhamento de conhecimento é o comportamento do indivíduo de repassar o que sabe a pessoas com quem trabalha e de receber conhecimento que elas possuem. Portanto, colaboradores ou empregados nas suas relações diárias, desde que estimulados e em um ambiente que propicie esta interação, podem repassar uns aos outros conhecimentos que possuem. A consequência esperada desse comportamento é que o destinatário ou receptor assimile o conhecimento compartilhado pela fonte ou emissor.
Sendo assim, tratar-se-á da liderança e da comunicação para o compartilhamento do conhecimento, que é essencial para o crescimento e desenvolvimento das empresas, mas difícil de ser concretizado, seja pela dificuldade de os seres humanos agirem com gratuidade, isto é, sem interesse ou sem algum tipo de benefício, seja pela falta de métodos e processos ou mesmo pela falta de cultura institucional de partilha.
Abordar-se-á a liderança, suas responsabilidades e influências no compartilhamento do conhecimento. Destaca-se que o líder é a ponte entre as pessoas. O promotor do compartilhamento. A comunicação, com suas especificidades será o tema do segundo capítulo. Sintonia entre emissor e receptor; linguagem comum entre ambos e ruídos serão destacados neste processo do compartilhamento do conhecimento.
Também o compartilhamento do conhecimento será aprofundado. Compartilhamento nem sempre fácil de ser conquistado, mas que é o grande diferencial competitivo das organizações e que passa necessariamente pelas lideranças e liderados que sabem comunicar-se com qualidade, com ou sem o uso das tecnologias.
No terceiro e último capítulo, observa-se que temos, no âmbito educacional, formas e teorias variadas para o desenvolvimento do aprendizado. Dentre essas teorias, os estudiosos apresentam diferentes ferramentas para a sua aplicação em seus variados ambientes, como nas escolas, centros sociais e na própria família.
Nota-se que em ambientes hostis, ou de pouco acesso, como escolas de bairros afastados e com pouco poder aquisitivo, com o ensino precário, em suma, as ferramentas comuns não trazem consequências positivas; é necessário que se pense em uma forma em que se atraia a atenção do aluno, e faça com que ele se interesse pelo conhecimento e pelas formas de adquiri-lo.
As ferramentas utilizadas são diversas, porém, se o professor não tiver conhecimento sobre elas ou não conhecer os alunos com quem está lidando nem sempre tais ferramentas surtem efeito, resultando deficiência no aprendizado.
Pensando em melhores aplicações, apresenta-se uma ferramenta que possibilite que esses alunos, que fazem parte de uma camada mais carente da sociedade e que estudam em escolas do ensino público da cidade de Campo Mourão, no estado do Paraná, entusiasmem-se e despertem-se para a busca pelo conhecimento, identificando o conhecimento adquirido como não somente aprendizado didático, mas mudança de comportamento, tornando-os sociáveis e moralmente corretos.
Observa-se que a arte, especificamente dentre as suas variadas formas, a música, tem sido, ao longo da história, utilizada como forma de expressão e de construção de conhecimento, e uma ferramenta em potencial não muito explorada no ambiente educacional.
Para que a música possa ser introduzida de forma efetiva em um contexto social, é necessário que haja identificação, ou seja, que essa música faça parte da cultura dos indivíduos. O sujeito estando afeiçoado pelo estilo musical, facilita a integração da música ao meio.
Foi definido o Rap como o melhor estilo musical para o ambiente aplicado, pois é um dos estilos de música mais ouvidos, em periferias, favelas e subúrbios. O Rap é considerado a voz da periferia e isso incentiva muitas pessoas a aderirem a ele não só como música, mas também como parte de uma cultura e um estilo de vida.
Motivados por disseminar o conhecimento da cultura Hip-Hop, alguns jovens resolveram investir seu tempo e, em alguns casos, dinheiro, para que o sonho de promover o conhecimento através de um movimento seja concretizado, assim surgindo o MH2O (Movimento Hip-Hop Organizado).
Para que esse projeto continue obtendo frutos, surgiu a oportunidade de poder registrar e documentar por meio desta dissertação, em que será possível a análise e a viabilidade de o Rap ser considerado uma ferramenta pedagógica para a explicitação do conhecimento tácito.
Boa leitura!


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