Filosofia Contemporânea

A FINITUDE HUMANA NO PENSAMENTO DE MARTIN HEIDEGGER (1889-1976)

  • Autor(es): DIAS José Francisco de Assis; BRAGA Arnin Rommel Pinheiro ;
  • Ano: 2016
  • ISBN: 978-85-92670-17-7
  • Edição: 1
  • Páginas: 142
  • Sumário: Download
Gratuito

Sinopse

A nossa pesquisa se propõe a discutir o problema da morte em Martin Heidegger. Podemos dizer que é no contexto das discussões em torno da finitude humana que nossa pesquisa tem o seu fundamento. Dessa maneira, o problema que pretendemos investigar pode ser formulado da seguinte maneira: a reflexão sobre a morte poderia servir como fundamento para uma existência autêntica?
Vimos, no decorrer desse estudo, que as ideias de Heidegger em Ser e Tempo sobre esse assunto nos possibilitam uma resposta positiva para essa questão. Assim, a efetivação desse objetivo principal foi orientada por objetivos menores, tais como: a) identificar os conceitos utilizados pelo autor para explicitar os principais constitutivos ontológicos da existência (?ser-aí?, ?ser-no-mundo? e ?ser-com-os-outros?); b) apresentar e compreender a noção heideggeriana de ?ser-para-a-morte?; c) refletir como essa condição de finitude, trazida pela perspectiva de ?ser-para-o-fim?, desvencilha o homem da inautenticidade, apresentando-lhe o caminho para a existência autêntica e, d) investigar possíveis implicações éticas a partir da análise da condição humana proposta por Heidegger.
A partir disso, a nossa pesquisa nos fez perceber que o ser humano se caracteriza como ?Ser-aí? devido ao fato de sempre estar-lançado a uma situação, a várias possibilidades de existência, revelando-se, também, como um ?ser-no-mundo? e como ?ser-com-os-outros?. Isso lhe coloca em íntima relação com as coisas e com as outras pessoas. Entretanto, dentre as várias possibilidades disponíveis para o ?ser-aí?, existe uma da qual ele não pode se esquivar: a realidade da morte.
Desse modo, reconhecendo-se como um ser finito e confrontando-se com essa situação limite por meio da angústia, o homem ingressa na existência autêntica e busca existir de maneira intensa; dando novo vigor aos projetos e as possibilidades que surgem no seu itinerário existencial. Nesse sentido, podemos sustentar que não seria nenhum absurdo extrair do pensamento de Heidegger algumas implicações éticas.
Sendo assim, as reflexões desse pensador sobre a morte como constitutivo da existência humana são relevantes porque possibilitam ao homem encará-la como uma realidade que deve ser cuidada e que é parte integrante da estrutura ontológica do seu ser.

Boa leitura!

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