Direitos da Personalidade

DIREITOS DOS ANIMAIS EM PERSPECTIVA

  • Autor(es): POMIN Andryelle Vanessa Camilo ; SOUSA Wesley Macedo de ;
  • Ano: 2016
  • ISBN: 978-85-92670-21-4
  • Edição: 1 e-book
  • Páginas: 128
  • Sumário: Download
Gratuito

Sinopse

Animais, animais, somos nós, humanos, também animais! Ouvir, ler e proferir em voz alta essa pequena sentença nos soa incômodo. Muitos passam pela existência sem perceber essa sua própria realidade e muitos dos que o percebem, o negam, por vezes ofendidos. Mal se lembram de terem lido no livro de Ciências de seus primeiros anos escolares que o homem é um animal racional. E aqueles poucos que aceitam tal condição não tardam a apontar nossos traços distintivos, notadamente a razão e a percepção de si, que não só nos distinguem, mas também, ou principalmente, nos elevam em relação aos demais animais, reconfortando-nos.
Uma postura assim resulta em que dispomos inculpados e sem remorso de outros viventes em proporção muito além de nossas necessidades em contínuo avanço para satisfazer nossos infindáveis anseios, ainda mais se estamos legitimados pelo nosso estatuto espiritual por sermos a coroa da Criação e estarmos autorizados a subjugar todos os peixes, aves e animais que se movem sobre a terra (Gênesis 1.26-28).
Mas e ainda que fosse para atender apenas às nossas necessidades, estaríamos livres de espiar nossa culpa de deles assim dispor? Bastaria trata-los dignamente em seu sacrifício por elas? Tal tratamento digno é em função deles ou de nos proporcionar conforto? Ou, por outro lado, estamos diante de um dever de respeita-los como sujeitos de direito e tutela-los ante este sistema linguístico, uma vez que não podem fazê-lo por si mesmos, ainda que isto nos custe a mudar nosso modo de vida? É este um relevante debate posto em pauta, com várias posições sustentáveis em diversos sentidos.
Não obstante, raro mesmo é percebermo-nos como parte de um todo e antevermos as repercussões de nossos atos para o futuro de todos, homens-animais e animais. Parece um tanto alarmista, mas assim como a desilusão é benéfica para o iludido, ainda que dolorosa, o alarme é benéfico para quem está a aguardar a concretização de uma ameaça. E não se trata somente de autopreservação e sim de verdadeira exigência ética para respaldar e guiar uma honrosa conduta, qualquer que seja ela, sendo verdadeiramente inaceitável o automatismo.

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