Filosofia

CONHECIMENTO CLÁSSICO E CONHECIMENTO CIENTÍFICO

  • Autor(es): MONTAGNA Leomar Antonio ; DIAS José Francisco de Assis; MENIN Ademir;
  • Ano: 2017
  • ISBN: 978-85-99061-11-4
  • Edição: 1
  • Páginas: 204
  • Sumário: Download
Gratuito

Sinopse

APRESENTAÇÃO



Com alegria indizível, apresentamos aos amantes da gnosiologia clássica e da epistemologia moderna, esta obra coletânea que põe em harmonia os trabalhos dos professores Bruno Henrique Ferreira e Leomar Antônio Montagna, autores da primeira parte; os trabalhos dos professores Augusto José Luciani e Rodrigo Hayasi Pinto, autores da segunda parte.
Na primeira parte, intitulada ?o conhecimento no pensamento de Santo Agostinho?, os Autores explicitam o conceito agostiniano de ?conhecimento?.
Para que tal intuito pudesse ser realizado, partiram de uma análise biográfica de Agostinho, destacando sua conversão, que culminou em sua grande produção literário-filosófica. A partir do segundo capítulo, os Autores evidenciam as teorias que precederam e influenciaram a teoria do conhecimento de Agostinho.
Platão e Plotino foram importantes na construção do conhecimento para Agostinho, pois, estes sempre entenderam que para que obtivéssemos o conhecimento verdadeiro, era necessário nos desvincularmos de todos os dados corpóreos para podermos contemplar o Uno ? em Plotino ? e enxergarmos as verdadeiras realidades ? em Platão.
Em Agostinho é semelhante: é preciso a purificação da alma para chegar a Deus e, assim, podermos, por sua mediação, obter o conhecimento. O conhecimento na visão do doutor de Hipona é analisado pelos Autores a partir da sua constatação da prova da existência de Deus. Deus existe e por isso é que conhecemos. Ao conhecermos a verdade, conhecemos a Deus, a Verdade por excelência possibilita ao homem conhecer todas as demais verdades.
A Verdade atua sobre o homem possibilitando a este conhecer-se. Essa atuação, realizada por Deus, se dá através da iluminação, onde Deus, por meio de sua graça, transmite ao homem todas as verdades que ele pode conhecer, assim como o capacita para conhecer todas as coisas que ele tem contato no mundo presente. O conhecimento perfeito é compreendido por Agostinho como aquele que pode ser obtido através da interioridade, onde Deus habita, atua sobre o homem e o concede conhecer-se, conhecer a Ele e, por conseguinte, também ser iluminado, para que adquira por meio de um ato de sua vontade o conhecimento.
Na segunda parte, intitulada ?Francis Bacon e o conhecimento científico?, os Autores buscam compreender a concepção epistemológica do filósofo inglês Francis Bacon, bem como seu objetivo e finalidade dentro do âmbito da ciência moderna. Tendo em vista que a concepção científica do Período Antigo, Medieval e até do Renascimento, expresso no saber defendido pelos alquimistas, sofreu grandes críticas por parte de Bacon inglês.
Em relação ao pensamento aristotélico, Bacon dirá que o caráter universal que permeia e envolve as conclusões silogísticas pouco contribuíram para que a ciência obtivesse avanços de cunho prático. Já os pensadores medievais preocuparam-se apenas com a eficácia da argumentação que revela, sobremaneira, o caráter lógico do pensamento, deixando pouco espaço para a experimentação científica.
No pensamento mágico-alquímico, a perspectiva alterou-se apenas um pouco, porque, ainda que tenham considerado a empiria, esta não foi induzida de modo adequado, segundo as diretrizes de um método. Além disso, os alquimistas acreditavam na ação de forças transcendentes capazes de transgredir a ordem natural das coisas.
Ao contrário dos filósofos que o precederam, Bacon faz alusão a um novo prospecto acerca da ciência, no qual a empiria metódica deveria ser usada para investigar a natureza e descobrir nela as suas formas que seriam as leis regentes de cada natureza em específico. Apenas a partir de tais desvelamentos, podemos obter a certeza da direção a percorrer e reproduzi-la de modo técnico, tendo como consequência o aspecto criativo e inventivo da ciência, a qual estaria apta a produzir novos recursos dispostos como amparo para a vida prática da humanidade.
Boa leitura!

Mais Itens