Filosofia

A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO NAS RELAÇÕES INTERSUBJETIVAS

  • Autor(es): MENIN Ademir; DIAS José Francisco de Assis; MONTAGNA Leomar Antonio ;
  • Ano: 2017
  • ISBN: 978-85-92670-30-
  • Edição: 1
  • Páginas: 230
  • Sumário: Download
Gratuito

Sinopse

Com alegria indizível, apresentamos aos amantes da filosofia antiga esta obra que põe em diálogo o pensamento antigo e pós-moderno sobre o atualíssimo problema das relações intersubjetivas e a importância do ?conhecimento? para a criação e manutenção da amizade e do amor.
Na primeira parte, intitulada ?a fundamentação do mito erótico-socrático em O Banquete de Platão?, de autoria do professor Whesley Fagliari dos Santos, investiga-se os motivos que teriam levado o célebre filósofo Platão a utilizar uma linguagem mitológica em uma de suas mais belas obras, O Banquete. É abordada a Mitologia, a forma como a população grega percebia os mitos e a influência que causou, tanto na política quanto na religião, esta concepção mitológica do mundo.
Verifica-se o veículo que difundiu a Mitologia, as Tragédias e as epopeias, que narravam as peripécias e aventuras de heróis e seres fabulosos. Trata-se ainda dos acontecimentos que teriam provocado toda a mudança no cenário político da cidade e como os primeiros filósofos, chamados de pré-socráticos, marcaram seu tempo com outra maneira de abordar as mais diversas questões acerca da natureza e das relações humanas.
Analisa-se ainda como é que Platão estrutura O Banquete, que se passa em casa de um poeta grego, Agatão. Existem convidados que lá estão para celebrar a vitória de Agatão em um concurso de Tragédias, muito comum naquela época. Durante a festa, em que está presente Sócrates, decidem fazer um concurso improvisado de elogios a Eros, o deus grego do Amor. Sócrates é o último a discursar em favor de Eros e, ao invés de falar, passa a narrar uma conversa que teria tido com uma sacerdotisa proveniente de Mantinéia, Diotima. Esta mulher é quem instruíra Sócrates nas questões referentes ao amor. Investiga o modo como Platão fundamenta o mito de Eros contado por Sócrates-Diotima. Estuda a relação existente entre Mito e Filosofia na obra supracitada.
Na segunda parte, intitulada ?a amizade em Aristóteles e as relações humanas no mundo contemporâneo?, de autoria dos professores Ederson Camilo Pãoeagua e Leomar Antonio Montagna. Os Autores analisam o conceito de amizade no pensamento de Aristóteles, a fim de relacioná-lo com as características contemporâneas das relações humanas considerando, principalmente, o pensamento de Lipovetsky e Bauman. Apresentam alguns dos principais conceitos de amizade (phília), engendrados por autores antigos.
Em sequência, busca-se demonstrar que o conceito de amizade em Aristóteles assume conotações específicas e muito particulares em relação aos demais, uma vez que na teoria aristotélica, a amizade se constitui como necessidade vital para a vida, sendo levada à categoria de virtude. De acordo com determinados aspectos que condizem com as características de cada indivíduo, Aristóteles classifica a amizade em três tipos: amizade por utilidade, por prazer e por virtude.
Porém, os dois primeiros tipos de amizade, por serem orientados a partir de aspectos acidentais, são provisórios; somente a amizade virtuosa é duradoura, uma vez que se sustenta no caráter de cada pessoa, sendo mantida pela reciprocidade e pela confiança. Como principal conclusão, o que o conceito de amizade aristotélico propõe é o de que, a amizade enquanto relação humana contribui significativamente para a vida na polis, podendo até mesmo, em sua presença, ser excluída a necessidade da justiça.
Assim, os Autores buscam descrever os aspectos que caracterizam os tipos de relacionamentos intersubjetivos ou humanos na contemporaneidade, relacionando-os com as características da amizade aristotélica. Isso será possível considerando a análise de Lipovetsky, a partir da individualidade do homem narcísico de nossos tempos e do vazio dos valores norteadores da vida humana.
Os Autores também abordam os conceitos de ?liquidez? e ?descartável?, apresentados por Bauman, a fim de demonstrar a superficialidade com que as pessoas se relacionam no mundo pós-moderno. Assim, buscam propor alguns questionamentos diante desse contraponto conceitual e histórico, principalmente no que concerne a possibilidade de amizade virtuosa em tempos de relacionamentos virtuais e provisórios.
Boa leitura!

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